Suspeitos de matar paciente no Hospital Areolino de Abreu são autuados por homicídio qualificado
Hospital Areolino de Abreu Governo do Piauí Os dois suspeitos de matar Pedro Araújo da Silva, de 29 anos, dentro do Hospital Areolino de Abreu, na Zona Norte ...
Hospital Areolino de Abreu Governo do Piauí Os dois suspeitos de matar Pedro Araújo da Silva, de 29 anos, dentro do Hospital Areolino de Abreu, na Zona Norte de Teresina, foram autuados por homicídio qualificado. Segundo o delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), os investigados foram ouvidos, estão isolados e devem passar por audiência de custódia na sexta-feira (27). "Foram ouvidos e foi lavrado um Auto de Prisão em Flagrante Delito contra os dois, por homicídio qualificado. Eles foram encaminhados à Central de Flagrantes, ficam isolados dos demais presos, já que são pacientes psiquiátricos, e amanhã passam por audiência de custódia. O juiz deve decidir para onde eles vão, para qual estabelecimento devem ser levados", disse ao g1. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Os dois suspeitos têm 20 e 24 anos e estavam internados para tratamento de saúde no mesmo pavilhão que a vítima. Um dos investigados possui registros criminais por furto e ameaça. "A conversa dos dois era desencontrada. Um deles só falou que matou e matava mesmo, mas não disse a motivação", completou o delegado. LEIA TAMBÉM: 'Falta de segurança e péssimas condições': CRM faz vistoria no Hospital Areolino de Abreu após paciente ser morto Veja os vídeos que estão em alta no g1 Sobre o caso Pedro Araújo da Silva, de 29 anos, foi encontrado morto dentro do Hospital Areolino de Abreu nesta quinta-feira (26), mesmo dia em que deixaria a unidade saúde, após cerca de um mês internado. A TV Clube apurou que ele teve os pés e mãos amarrados, foi sufocado com um saco plástico e, em seguida, teve o corpo queimado. Segundo a Polícia Civil, o crime foi cometido por volta das 2h em uma sala do hospital. Um funcionário percebeu fumaça saindo de uma das alas e acreditou que seriam lençóis queimando, mas se deparou com o corpo. Funcionários informaram à polícia que Pedro havia recebido alta médica na quarta-feira (26) e que a mãe dele iria buscá-lo nesta quinta. LEIA MAIS: 'Trouxe meu filho e queria voltar para casa com ele vivo', diz mãe de paciente morto Paciente que foi sufocado e teve corpo queimado deixaria a unidade nesta quinta (26) Caso semelhante no hospital O Areolino de Abreu é o único hospital psiquiátrico público de Teresina. Apesar de o hospital também receber pacientes vindos do sistema penitenciário, esse não é o caso de Pedro e dos suspeitos, de acordo com a Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus). Eles haviam sido internados pelos familiares e não por ordens judiciais. Em 2015, outro paciente do hospital foi encontrado morto com um lenço amarrado ao pescoço. O companheiro de quarto dele foi autuado por homicídio qualificado. Procurada, a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi), que administra o Areolino, informou que apura o caso com a "devida responsabilidade e rigor" e colabora com as investigações. Confira a íntegra das notas: Sesapi O Hospital Areolino de Abreu, por meio da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), informa que está apurando, com a devida responsabilidade e rigor, o caso recentemente divulgado. A unidade reforça que todos os fatos estão sendo criteriosamente analisados e que as informações necessárias serão devidamente repassadas às autoridades policiais competentes, contribuindo com total transparência para o esclarecimento da situação. O hospital permanece à disposição para colaborar com as investigações e reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade e a qualidade dos serviços prestados à população. Sejus A Secretaria da Justiça informa que o paciente morto no Hospital Areolino de Abreu não é uma pessoa com transtorno mental em conflito com a lei. Esclarece ainda, que essas pessoas são encaminhadas para o hospital somente com determinação judicial, e de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) através da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, esses pacientes devem ser regulados para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), no SUS. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube