Saiba quem era o empresário que morreu após brincadeira de 'fôlego' em piscina no interior de SP
Augusto Flávio Vargas de Oliveira era empresário em Praia Grande (SP) Arquivo Pessoal Augusto Flávio Vargas de Oliveira, o turista que morreu após uma brinc...
Augusto Flávio Vargas de Oliveira era empresário em Praia Grande (SP) Arquivo Pessoal Augusto Flávio Vargas de Oliveira, o turista que morreu após uma brincadeira com familiares na piscina de uma casa em Pedro de Toledo, no interior de São Paulo, era empresário em Praia Grande, no litoral paulista. Ele também presidia um time de futebol de várzea. Augusto deixou a esposa e dois filhos: um homem de 27 anos e uma jovem de 15. Augusto era conhecido como Guga, por familiares e pelos amigos. Na piscina da casa, ele participou de uma 'competição de fôlego' onde quem ficasse mais tempo debaixo d'água ganharia. Familiares informaram ao g1 que ele chegou a respirar fora d'água e passou mal depois da brincadeira, quando resolveu dar um mergulho e não levantou mais. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após passar mal dentro da piscina, mas não resistiu e morreu na segunda-feira (16). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Ao g1, a família contou que o empresário construiu um legado de alegria, união, generosidade e capacidade de unir e se doar para as pessoas. Além da esposa e dos filhos, ele deixou os pais e dois irmãos, que vivem na Irlanda. "Ele era fantástico. Onde ele chegava, ele irradiava. [...] Parece que ele sentia que iria partir cedo, porque ele vivia muito intensamente”, relatou a irmã Dayana. Ela contou que dividia o irmão caçula com diversas outras pessoas, pois Augusto fez muitos “irmãos de consideração e de alma” ao longo da vida, devido ao forte vínculo que construía com as pessoas. Augusto Flávio Vargas de Oliveira era o caçula dos irmãos Arquivo Pessoal De acordo com a família, o empresário era uma pessoa intensa, generosa e que sempre fazia questão de reunir os familiares, mantendo contato até com os irmãos que vivem no exterior. “É como se um pedaço do coração tivesse sido arrancado”, lamentou Dayana. Apesar do luto, a irmã ressaltou que a família busca forças na fé e na própria história de Guga, que viveu os 47 anos com muita alegria. “Ele sempre dizia que não queria ninguém chorando, e sim celebrando a vida”, afirmou Dayana, que não via o irmão há quatro anos. Grávida, a mulher sonhava em apresentar a filha ao tio. “Não terei o meu irmão para dar o amor dele em vida, mas eu sei que de certa forma ele vai estar junto com a gente sempre”, afirmou. Augusto Flávio Vargas de Oliveira deixou a esposa e dois filhos Arquivo Pessoal Música e futebol Os hobbies de Guga eram esporte e música. “A paixão dele era o futebol e o samba. Então ele sempre queria estar numa roda de samba, sempre queria escutar um samba, e a rotina dele era todo final de semana jogar bola”, relembrou a viúva Rita de Cássia Rodrigues de Oliveira, de 50 anos. São paulino, o empresário assumiu a presidência do time de várzea Cesac, clube em que cresceu. “Ele ficou muito feliz em ser presidente, estava arrumando todo o clube [...]. Deixando o clube melhor para que todos pudessem ter acesso a uma sede legal. Ele fazia a diferença nas coisas porque ele fazia tudo com muita vontade, tudo que ele fazia era com amor e carinho”, disse Cássia. Augusto Flávio Vargas de Oliveira era presidente do time de várzea Cesac Redes sociais De acordo com a família, Augusto chegou a integrar grupos de samba na adolescência e apresentou sozinho diversos instrumentos, como percussão e teclado. A viúva contou ainda que o marido era desapegado de coisas materiais e valorizava os encontros com amigos e familiares, por isso sempre promovia eventos para reunir as pessoas. Ele foi velado e sepultado em Praia Grande na terça-feira (17), reunindo centenas de pessoas no cemitério. Augusto Flávio deixou os pais e dois irmãos Arquivo Pessoal Acidente A família informou ao Samu que o homem havia participado de uma 'competição de fôlego' onde quem ficasse mais tempo debaixo d'água ganharia. Familiares informaram ao g1 que o homem passou mal depois da brincadeira, quando resolveu dar um mergulho e não levantou mais. De acordo com a Prefeitura de Pedro de Toledo, a equipe do Samu recebeu o chamado de parada cardiorrespiratória na segunda-feira (16) e chegou ao local aproximadamente 10 minutos depois, por conta da distância e estrada de difícil acesso. O homem foi encontrado ao lado da piscina, recebendo compressões cardíacas de familiares. Os socorristas iniciaram o procedimento para reverter a parada cardíaca com um desfibrilador automático externo (DEA). Em seguida, a equipe levou Augusto até um pronto-socorro, onde ele recebeu atendimento por mais 40 minutos. No entanto, o homem não reagiu e a morte foi constatada.