Rio Juruá supera marca histórica pela 2ª vez em menos de um mês em Cruzeiro do Sul
Rio Juruá supera marca histórica pela 2ª vez em menos de um mês Em elevação pelo sexto dia consecutivo, o Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, marcou 14,19 met...
Rio Juruá supera marca histórica pela 2ª vez em menos de um mês Em elevação pelo sexto dia consecutivo, o Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, marcou 14,19 metros na manhã desta sexta-feira (1º) e ultrapassou a marca histórica de 14,15 metros pela segunda vez no mês. A primeira vez que o manancial atingiu essa cota este ano foi no dia 4 de abril. Conforme a Defesa Civil Municipal, as maiores inundações registradas em Cruzeiro do Sul ocorreram em 2017 (14,24 metros), em 2021 (14,36 metros) e em 2026. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O nível das águas subiu 10 centímetros em 24 horas. Com o aumento, o número de famílias desabrigadas subiu de 30 para 55. Já a estimativa da Defesa Civil aponta que cerca de 624 famílias estão desalojadas, ou seja, abrigadas na casa de parentes. Além disso, faltam apenas 5 centímetros para o manancial alcançar a marca de 2017, quando o rio atingiu 14,24 metros. Esta é a quinta vez que o manancial transborda em quatro meses. “Estamos com as equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros à frente da situação para dar assistência a todas as pessoas atingidas pela cheia. Temos equipes entregando água potável e ajudando as famílias que ainda não saíram de casa”, explicou o comandante do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul, major Josadac Cavalcante. Rio Juruá supera marca história de cheia pela segunda vez em menos de um mês Arquivo/Secom da Prefeitura de Cruzeiro do Sul Ainda segundo o comandante, a previsão é de que o manancial estabelize ainda nesta sexta, contudo, seguirá acima da cota de transbordo, que é 13 metros. De acordo com o major, a expectativa é de que o rio não alcance a marca histórica de 2021, que foi 14,36 metros. "Estamos monitorando desde o Distrito de Breu, no Peru, até Ipixuna, no Amazonas. O Alto Juruá já apresenta vazante, e essa vazante está chegando à voz do Valparaíso, próximo a Cruzeiro do Sul. Ainda há previsão de até 50 milímetros de chuva na bacia do Juruá até o dia 6 deste mês, mas entendemos que essa quantidade não deve impactar significativamente o nível do rio em Cruzeiro do Sul", destacou. Famílias afetadas A cheia atinge 7.087 famílias, em 12 bairros, 15 comunidades rurais e 4 vilas. A retirada das famílias das áreas alagadas para os abrigos começou no dia 28 de abril. Ao todo, mais de 28 mil pessoas estão afetadas. A prefeitura da cidade organizou seis abrigos em unidades de ensino para receber essas famílias desabrigadas e 242 pessoas recebem assistência nesses locais. São eles: Escola Padre Arnoud: abriga cinco famílias; Escola Corazita Negreiros: abriga seis famílias; Escola Madre Adelgundes Becker: abriga 30 famílias; Escola Thaumaturgo de Azevedo: abriga cinco famílias; Escola Marcelino Champagnat: abriga seis famílias; Escola Terezinha Saavedra : abriga três famílias. Entre as 30 famílias abrigadas na Escola Madre Adelgundes Becker, dez são indígenas. Conforme a prefeitura, os abrigos contam com suporte de alimentação, assistência social e atendimento de saúde. LEIA MAIS: Rio Juruá ultrapassa 14 metros e enchente afeta mais de 28 mil moradores de Cruzeiro do Sul Famílias começam a ser retiradas de casa por causa da cheia do Rio Juruá Governo federal reconhece emergência em seis municípios afetados por cheias no AC Além disso, pelo menos 323 famílias estão com a energia elétrica suspensa para evitar acidentes nas áreas alagadas. A Energisa orienta que a população mantenha distância de áreas alagadas e da rede elétrica. Também é recomendado não operar equipamentos conectados à rede elétrica, mesmo que estejam aparentemente desligados. O último transbordo ocorreu no dia 30 de março, quando o manancial marcou 13,31 metros e atingiu, naquela ocasião, oito bairros e oito comunidades rurais. Na última cheia, o Rio Juruá permaneceu nesta marca por mais de uma semana. Famílias afetadas por conta da cheia do Rio Juruá estão recebem água potável em Cruzeiro do Sul Arquivo/Secom da Prefeitura de Cruzeiro do Sul Historicamente, o período de maior ocorrência de cheias em Cruzeiro do Sul é entre o fim de fevereiro e o início de março, mas há registros também ao longo de abril. Transbordamento há menos de um mês O quinto transbordamento do Rio Juruá ocorre após um período de vazante que havia permitido o retorno de famílias desabrigadas para casa no dia 8 de abril. O pico da cheia foi registrado no dia 4 de abril, quando o manancial atingiu 14,15 metros e afetou mais de 28 mil pessoas, o que totalizou 7.087 famílias em 12 bairros da zona urbana, 15 comunidades rurais e três vilas. A cheia do manancial, registrada no início de abril, afetou bairros e comunidades do município e fez com que 60 famílias fossem levadas a abrigos montados na cidade, bem como outras três levadas a casa de parentes. A elevação provocou alagamentos, retirada de moradores de áreas de risco, suspensão no fornecimento de energia elétrica para parte das famílias e interrupção no abastecimento de água potável. Decreto de emergência Devido às cheias de rios em várias regionais do estado, o governo do Acre decretou situação de emergência em seis municípios. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) do último domingo (5) e reconhecida pelo governo federal em 14 de abril. O decreto cita emergência de nível 2 e abrange as cidades de Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro. Estes municípios estão com os respectivos rios em situação de emergência, atingindo a cota de alerta ou transbordamento, ou em estado de atenção por receberem influências de outros mananciais. VÍDEOS: g1