'Pesquisa é momento', diz Alckmin após Datafolha mostrar empate entre Lula e Flávio Bolsonaro
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que as pesquisas eleitorais recentes mostram um retrato do momento e que a campanha eleitoral sÃ...
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que as pesquisas eleitorais recentes mostram um retrato do momento e que a campanha eleitoral só vai começar após as convenções partidárias. "Pesquisa é momento. A campanha só vai começar depois que tiver as convenções [partidárias]. AÃ, sim, com as convenções definidas, você vai saber quem efetivamente é o candidato, quais são as chapas", disse. Alckmin participou de uma palestra na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo, nesta segunda-feira (13). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp O vice-presidente acredita que a participação e o interesse popular nas eleições e nos candidatos deve aumentar em agosto, quando começam as campanhas eleitorais, segundo calendário definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE); E, com isso, Alckmin acredita que o eleitor poderá comparar as propostas de cada candidato. "Começa o debate, vai ter maior participação no interesse da população e eu acredito na comparação. Acho que as campanhas existem para isso, para você comparar." Veja os vÃdeos que estão em alta no g1 O comentário a respeito dos resultados das pesquisas eleitorais foi feito depois da divulgação, no sábado (11), de um novo levantamento do Datafolha, que mostrou Lula (PT) com 45% das intenções de voto para a presidência da República e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 46% em um eventual segundo turno nas eleições à Presidência. Datafolha: intenções de voto para o segundo turno no cenário com Lula e Flávio Bolsonaro Juan Silva/Arte g1 No levantamento anterior, realizado março, o instituto apontou que o presidente aparecia com 46% das intenções de voto contra 43% do filho do ex-presidente Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. Neste cenário, em dezembro, o Datafolha mostrava Lula com 51% e o senador com 36%. Veja os números: Lula (PT): 45% (eram 46% em março e 51% em dezembro); Flávio Bolsonaro (PL): 46% (eram 43% em março e 36% em dezembro); Branco/nulo/nenhum: 8% (eram 10% em março e 12% em dezembro); Não sabem: 1% (era 1% em março e em dezembro). Simulação de primeiro turno Na simulação do primeiro turno, a pesquisa Datafolha confirmou a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Quando os nomes dos pré-candidatos são mostrados ao eleitor, Lula mantém a liderança, com 39%, mas Flávio Bolsonaro oscilou positivamente dois pontos, de 33% para 35%. Isso aponta uma tendência de empate técnico no limite da margem de erro. Segundo os dados, a curva do senador é ascendente e a do presidente, estagnada. Datafolha: pesquisa estimulada para o 1º turno das eleições de 2026 Juan Silva/Arte g1 Na pesquisa anterior, de março, Lula liderava os cenários de primeiro turno, com Ãndices que variavam entre 38% e 39%. O senador Flávio Bolsonaro variava entre 32% e 34%. Veja os números da pesquisa estimulada para o 1º turno: Lula (PT): 39% Flávio Bolsonaro (PL): 35% Ronaldo Caiado (PSD): 5% Romeu Zema (Novo): 4% Renan Santos (Missão): 2% Aldo Rebelo (DC): 1% Cabo Daciolo (Mobiliza): 1% Em branco/nulo/nenhum: 10% Não sabem: 4% Candidatos ao Senado ainda estão indefinidos Ao falar sobre as duas vagas ao Senado por São Paulo, o vice-presidente apontou que os nomes dos futuros candidatos ainda estão sendo definidos. "Em relação ao Senado Federal, são duas vagas que devem preenchidas e os nomes estão sendo discutidos para gente chegar a dois". Um dos nomes deve ser o da ex-ministra do Plenejamento Simone Tebet. Ela renunciou ao cargo de ministra para concorrer à s eleiçções de outubro e no dia 12 de março, confirmou que vai disputar uma das vagas pelo estado paulista. "Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do paÃs. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver, inclusive, que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde eu tenho mais acentuação", disse Tebet. Natural do Mato Grosso do Sul e com a carreira polÃtica consolidada no MDB do estado, Tebet trocou de partido, se filiando ao PSB, assim como alterou seu domicÃlio eleitoral para poder concorrer por São Paulo. O vice-presidente Geraldo Alckmin Cadu Gomes/VPR