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Pela quinta vez seguida, BC mantém juros em 15%, mas indica que pode começar a baixar a taxa a partir de março

Banco Central do Brasil e dos EUA decidem não mexer nas taxas de juros dos países Em meio a incertezas econômicas no mundo todo, os bancos centrais do Brasil...

Pela quinta vez seguida, BC mantém juros em 15%, mas indica que pode começar a baixar a taxa a partir de março
Pela quinta vez seguida, BC mantém juros em 15%, mas indica que pode começar a baixar a taxa a partir de março (Foto: Reprodução)

Banco Central do Brasil e dos EUA decidem não mexer nas taxas de juros dos países Em meio a incertezas econômicas no mundo todo, os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos decidiram nesta quarta-feira (28) não mexer na taxa de juros. É com taxa de juros que os bancos centrais trabalham para o equilíbrio da economia. Nos Estados Unidos, o FED teve de lidar com a pressão da inflação e de Donald Trump. Em coletiva de imprensa, o presidente do banco, Jerome Powell, defendeu a independência e disse que o FED vai continuar tomando decisões com base em dados, não em pressões políticas. Com os diretores divididos - com dez votos a favor da manutenção e dois pelo corte -, interrompeu o ciclo de três quedas da taxa americana, que estacionou entre 3,5% e 3,75% ao ano. “A atividade econômica tem se expandido em um ritmo sólido, com a inflação ainda elevada”, explicou o comunicado. E disse ainda que “a incerteza em relação às perspectivas econômicas permanece elevada”. A notícia não esfriou os mercados no Brasil. Com investidores ainda na sala de espera da reunião do Copom, a Bolsa brasileira alcançou novo recorde: alta de 1,52%, a 184.691 pontos. O dólar ficou estável, vendido a R$ 5,20 no mercado à vista. É o fluxo de recursos que segue a favor. “Esse diferencial de juros faz com que seja muito atrativo investir no Brasil. Você tem uma rentabilidade alta e uma perspectiva, uma segurança muito grande em relação ao mercado financeiro daqui. E é por isso que esses recursos vêm para cá com muita intensidade”, diz Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital. E já era noite quando a maioria dos diretores do Copom decidiu sustentar a taxa básica de juros a 15% ao ano, pela quinta reunião seguida. Só foi mais alta em maio de 2006. De lá para cá, a taxa flutuou: no começo de 2022 estava em 9,25% ao ano e, desde então, vem subindo em um esforço para conter a inflação. Pela quinta vez seguida, BC mantém juros em 15%, mas indica que pode começar a baixar a taxa a partir de março Jornal Nacional/ Reprodução A manutenção do aperto monetário já estava dado no mercado. O que nem todo mundo esperava era a mudança de tom do Banco Central. O comunicado divulgado logo após a decisão colocou a possibilidade de corte na taxa de juros logo à frente, na reunião de março. “Antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião”, mas o comitê reforçou que “manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta” e diz, ainda, que segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. “Se a gente continuar vendo a atividade, a economia esfriando, isso também vai contribuir para que o Copom possa fazer mais cortes. O risco nesse cenário é um risco de mais gastos por parte do governo. Ou seja, se a gente continuar tendo uma expansão fiscal, isso pode aquecer a demanda e manter a inflação alta”, afirma Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter. LEIA TAMBÉM Banco Central mantém taxa básica de juros em 15% ao ano, mas indica corte em março O Ibovespa vai bombar em 2026? Entenda o otimismo da Faria Lima — e o que pode frustrar os planos