Pai e filho procurados por morte em tiroteio têm pedido de interrogatório virtual negado pela Justiça
Polícia Civil divulga cartazes de procurados pelo homicídio de Henrique Cardoso de Sousa Divulgação/PCTO A Justiça negou o pedido de interrogatório por vi...
Polícia Civil divulga cartazes de procurados pelo homicídio de Henrique Cardoso de Sousa Divulgação/PCTO A Justiça negou o pedido de interrogatório por videoconferência feito pela defesa de Valdimar Carvalho dos Santos e Tiago Pereira dos Santos. Pai e filho são acusados de homicídio e estão foragidos há um ano. A decisão foi tomada após recurso do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que argumentou que o benefício seria incompatível com a condição de foragidos dos réus. Inicialmente, o juiz Marcello Rodrigues de Ataídes, da 1ª Vara Criminal de Miracema do Tocantins, havia autorizado que os dois fossem ouvidos de forma virtual no dia 6 de abril de 2026. No entanto, o promotor Rodrigo de Souza recorreu, destacando que há mandados de prisão em aberto contra ambos. Os dois são acusados pela morte de Henrique Cardoso de Sousa, de 22 anos. O caso foi registrado em abril de 2025, quando a vítima entrou em um bar na zona rural de Tocantínia, onde ocorria uma confusão com tiroteio. O jovem foi atingido na cabeça e morreu dias depois no Hospital Geral de Palmas. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Em nota, a defesa de Valdimar Carvalho e Tiago Pereira informou que, embora respeite a decisão judicial, discorda da proibição do interrogatório virtual. Os advogados sustentam que a audiência de instrução revelou contradições entre vítimas e testemunhas, o que fragilizaria a acusação e as versões iniciais da investigação (confira a nota completa mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Valdimar Carvalho, de 46 anos, e o filho, Tiago Pereira, de 19, moravam na zona rural de Dois Irmãos antes do crime, mas fugiram assim que os mandados de prisão foram expedidos. Em agosto de 2025, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) chegou a divulgar cartazes com as fotos dos dois para auxiliar na localização. LEIA TAMBÉM: Salário de R$ 26 mil e buscas na web: o que se sabe sobre a prisão do ex-gerente suspeito de desvio milionário Rota do tráfico: mais de três toneladas de drogas são apreendidas no TO em três meses Polícia investiga mãe e namorada por possível estupro de criança em Porto Nacional Relembre o crime O crime que motivou a denúncia aconteceu na noite de 12 de abril de 2025, em um bar no Assentamento Água Fria II, na zona rural de Tocantínia. A vítima, Henrique Cardoso de Sousa, de 22 anos, foi atingida por um tiro na cabeça durante uma confusão e tiroteio que ocorria no estabelecimento. Henrique, que era jogador de futebol amador, chegou a ser socorrido e internado no Hospital Geral de Palmas (HGP), mas morreu quatro dias depois. A principal suspeita da investigação e da família é de que o jovem tenha sido atingido por engano. "A discussão não tinha nada a ver com ele. Ele estava acabando de chegar no bar e já estava a confusão. Os rapazes [suspeitos] estavam armados e começaram a fazer vários disparos para todo lado", relembrou a irmã da vítima, Esmeralda Farias, em entrevista na época do crime. A mãe de Henrique, Maria Ivone, continua clamando por justiça. "Eu sei que meu filho não irá mais voltar, mas quero que a justiça seja feita", desabafou. Nota da defesa na íntegra A defesa respeita a decisão judicial, embora discorde da reconsideração posterior sobre a participação dos acusados por videoconferência na audiência. Essa matéria será discutida pelos meios processuais adequados, dentro dos autos e com absoluto respeito às instituições. O ponto mais importante, porém, é outro: a audiência de instrução revelou contradições relevantes entre vítimas e testemunhas, fragilizando aspectos importantes da acusação. Muitos fatos narrados de forma linear na fase de investigação não se sustentaram da mesma maneira quando submetidos ao contraditório judicial. A defesa entende que há um claro excesso na forma como os fatos foram inicialmente apresentados, inclusive quanto à dinâmica do ocorrido, ao número de vítimas apontadas e a determinadas imputações que, em juízo, passaram a exigir uma análise muito mais cautelosa e técnica. Os réus são pessoas primárias, trabalhadoras, com histórico de vida ligado ao trabalho e sem trajetória de envolvimento reiterado com violência. Por isso, a defesa considera essencial que eles sejam julgados pela prova produzida em juízo, e não por versões iniciais que agora se mostram cheias de inconsistências. O processo ainda está em curso, e exatamente por isso é preciso responsabilidade. A defesa seguirá demonstrando, com serenidade e firmeza, que não se pode destruir a imagem de duas pessoas antes da análise completa, técnica e imparcial de tudo o que efetivamente foi provado em audiência. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.