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Mais de 5 mil crianças e adolescentes foram submetidos a trabalho infantil no AC, aponta pesquisa

Mais de 5 mil crianças e adolescentes foram submetidos a trabalho infantil no AC 5.642 crianças e adolescentes crianças e adolescentes foram submetidos a tra...

Mais de 5 mil crianças e adolescentes foram submetidos a trabalho infantil no AC, aponta pesquisa
Mais de 5 mil crianças e adolescentes foram submetidos a trabalho infantil no AC, aponta pesquisa (Foto: Reprodução)

Mais de 5 mil crianças e adolescentes foram submetidos a trabalho infantil no AC 5.642 crianças e adolescentes crianças e adolescentes foram submetidos a trabalho infantil no Acre em 2024, segundo aponta uma pesquisa divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e mostram que as vítimas tinham entre 5 e 17 anos. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Além disso, segundo o Painel de Informações do MTE, foram 2.745 crianças e adolescentes retirados dessa condição em ações da auditoria fiscal ao longo daquele ano. Os dados também evidenciam que as vítimas do trabalho infantil têm cor, reflexo do racismo estrutural da nossa sociedade, visto que 66% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil no país são negras. Acre teve 1 registro de afastamento por trabalho infantil em 2025 Valter Campanato/Agência Brasil LEIA TAMBÉM: 'Fator determinante é a miséria': Procurador do trabalho fala de desafios no combate ao trabalho infantil no Acre Oito crianças e adolescentes foram resgatados de trabalho infantil em 2023‌ no Acre, aponta levantamento Com 10,6%, Acre tem a maior taxa de trabalho infantil do país, aponta estudo Além disso, especialistas afirmam que o trabalho infantil diminui a frequência escolar, tendo em vista que enquanto a população de 5 a 17 anos de idade tem 97,5% na escola, entre as vítimas de trabalho infantil a proporção reduz para 81,8%. No ano passado, ainda houve um caso de afastamento por trabalho infantil. Com isso, o Acre ocupou o último lugar no ranking entre os estados do Brasil, segundo o MTE, por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho. Já em 2023, o Acre registrou oito crianças e adolescentes que foram retirados de situações de trabalho infantil. O trabalho ilegal viola os direitos fundamentais estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Constituição Federal. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), o aumento desse índice é preocupante e mostra que é preciso intensificar ações de prevenção e combate ao trabalho infantil, contudo, só será possível com o apoio e engajamento de toda a sociedade em conjunto. Baixo Indice A pesquisa mostra ainda que, além do Acre, os estados do Amapá e Tocantins também tiveram os menores registros de afastamento por trabalho infantil na região Norte, com sete e 22 casos respectivamente. Ainda na região, Roraima, registrou 116 casos, o Pará ficou com 84, e Rondônia com 77. Na região, o estados é que lideram com as maiores ocorrências de afastamento por trabalho infantil. Veja no gráfico abaixo. No cenário nacional, o levantamento detalha também que, em 2025, foi registrado o melhor resultado no combate ao trabalho infantil desde 2017, com cerca de 4,3 mil crianças e adolescentes dessas situações. De acordo com o MTE, 80% delas eram submetidas às piores formas de exploração, principalmente aquelas que envolvem graves riscos à saúde, à segurança, ao desenvolvimento e à integridade moral. O estado de Minas Gerais liderou o ranking nacional com o maior número de resgates registrados. Ao todo, 830 crianças e adolescentes foram afastados do trabalho infantil. Quem são as crianças e adolescentes em trabalho infantil? Mas afinal, o que caracteriza o trabalho infantil? Conforme o pesquisador do IBGE responsável pelos dados, Gustavo Geaquinto Fontes, nem todas as crianças que realizam atividades econômicas ou de autoconsumo (como pesca ou criação de animais) se enquadram nessa definição. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho infantil é definido como aquele que é “perigoso e prejudicial à saúde ou ao desenvolvimento mental, físico, social ou moral das crianças” ou que compromete a escolarização. A classificação é diferente conforme a faixa etária dos jovens. “Para crianças de até 13 anos, qualquer forma de trabalho é proibida. Adolescentes de 14 e 15 anos só podem atuar como aprendizes. Jovens de 16 e 17 anos podem trabalhar com carteira assinada, mas nunca em atividades insalubres, perigosas ou noturnas”, explica Fontes. Ainda conforme os dados da PNAD, o trabalho infantil no Brasil apresenta desigualdades significativas por raça, gênero e idade. Entre os trabalhadores infantis de 5 a 17 anos, meninos representam 66% do total, com rendimento médio de R$ 924; Já as meninas correspondem a 34%, com renda média de R$ 693 — uma diferença superior a R$ 230. A desigualdade racial também se manifesta no trabalho infantil: crianças e adolescentes pretos ou pardos representam 66% dos trabalhadores, com renda média de R$ 789, enquanto crianças brancas são 32,8%, recebendo em média R$ 943. Reveja os telejornais do Acre