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Lula diz que Master é 'ovo da serpente' de Bolsonaro e de Campos Neto, ex-presidente do BC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o caso do Banco Master é "ovo da serpente" do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da gestã...

Lula diz que Master é 'ovo da serpente' de Bolsonaro e de Campos Neto, ex-presidente do BC
Lula diz que Master é 'ovo da serpente' de Bolsonaro e de Campos Neto, ex-presidente do BC (Foto: Reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o caso do Banco Master é "ovo da serpente" do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da gestão de Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central. "Vira e mexe, eles estão tentando empurrar as costas do PT e do governo esse Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sob pedra para a gente apurar tudo o que fizeram dando um roubo de 50 bilhões nesse país. Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que somos nós", disse o presidente. Lula deu a declaração durante o evento do PT que lançou a pré-candidatura de Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda, ao governo de São Paulo. "É uma obra deles. Esse banco nasceu em 2019. No começo do ano, o ex-presidente do Banco Central, o Willa, ou seja, negou o reconhecimento do Banco Massa. Quem reconheceu em setembro de 2019 foi o Roberto Campos. E todas as falcatruas foram feitas por ele. Então, nós temos que ir a fundo", afirmou Lula. Lula diz que Master é 'ovo da serpente' de Bolsonaro e de Campos Neto, ex-presidente do BC 🔎 O caso Master é investigado por ao menos três frentes distintas: uma sobre a tentativa de compra do banco de Daniel Vorcaro pelo Banco de Brasília (BRB), uma segunda acerca das fraudes financeiras supostamente praticadas pelo Master por meio de fundos de investimentos, e uma terceira sobre a atuação de influencers supostamente pagos para atacar o Banco Central por meio de postagens nas redes sociais. O dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso no início de março por conta de novos desdobramentos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Alckmin na vice ou candidato ao senado Durante o evento do lançamento da pré-candidatura de Haddad, Lula disse que perguntou a Alckmin qual seu desejo para a eleição de outubro. “Eu falei: companheiro Alckmin, o que você quer ser?”, disse. “Eu ficarei imensamente feliz em ter o Alckmin como vice outra vez”, afirmou. Bolsonaro, o ex- ministro da Economia, Paulo Guedes (à esquerda), durante posse de Roberto Campos Neto (à direita) no Marcos Corrêa/PR “Agora, eu disse que ele tem que conversar com o Haddad para saber onde a gente pode colher mais frutos dele, se ser candidato ao Senado ajuda mais”, complementou o presidente ao declara que a decisão caberá a Alckmin e Haddad. O presidente disse que as eleições de outubro dão uma oportunidade de a esquerda retomar vagas no Senado por São Paulo. Atualmente, nenhum senador do estado é da base do governo Lula. “Eles não tem senador para disputar conosco”, disse o petista. Conselho de Segurança ONU Durante o discurso, Lula fez novas críticas ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). "O Conselho de Segurança foi feito para ter responsabilidade e manter segurança no mundo, pois são os cinco que estão fazendo guerra. São os cinco. Eles produzem mais armas, vendem mais armas, participam mais do conflito. E quem paga o preço? Os pobres. Os pobres". O presidente disse ainda que vai cobrar os chefes de Estados dos cinco países membros do Conselho a respeito dos conflitos internacionais. O grupo é formado por Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia. Lula afirmou ainda que este ano é o período de mais conflito armado depois da Segunda Guerra Mundial. "Quando a gente deveria estar em paz, em paz de verdade, que é o que o mundo precisa", disse o presidente. Não é a primeira vez que Lula faz críticas ao Conselho de Segurança em relação a conflitos internacionais. Lula defende uma reformulação do órgão para torná-lo mais representativo para o mundo atual. O presidente costuma argumentar que a atual estrutura, concentrada nas grandes potências, dificulta avanços diplomáticos, contribui para a manutenção de conflitos e não representa o mundo moderno que já mudou desde a Segunda Guerra Mundial.