Justiça manda soltar subtenente acusado de estuprar mulher em posto policial durante blitz
Mulher denuncia que foi estuprada por PM dentro de posto policial após ser parada em blitz A Justiça mandou soltar o subtenente da Polícia Militar Luciano Va...
Mulher denuncia que foi estuprada por PM dentro de posto policial após ser parada em blitz A Justiça mandou soltar o subtenente da Polícia Militar Luciano Valério de Moura, réu pelo estupro de uma mulher dentro de um posto policial no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Ele também responde pelo crime de prevaricação, que ocorre quando um funcionário público pratica um delito ou deixa de cumprir suas funções legais. O crime, segundo a mulher, aconteceu no dia 10 de outubro (veja relato no vídeo acima). Cinco dias depois, o subtenente foi preso preventivamente no Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed), em Abreu e Lima, no Grande Recife. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp A decisão da revogação da prisão foi proferida pela Vara da Justiça Militar de Pernambuco e foi confirmada pelos advogados de defesa do subtenente e pela advogada que representa a denunciante. A liberação do subtenente atende a um pedido da defesa, que afirmou que não havia requisitos necessários para manutenção da prisão. Os advogados dizem que "o militar não apresenta riscos à ordem pública ou à instrução processual, especialmente diante de sua conduta colaborativa e da fragilidade probatória dos fatos narrados". Procurado, o Tribunal de Justiça de Pernambuco informou que não pode repassar informações sobre o caso, que tramita em segredo de Justiça. "Esclarecemos, contudo, que a denúncia já foi recebida pelo juízo competente e o feito encontra-se atualmente aguardando a citação do acusado", informou. Réu por estupro Posto de Polícia Rodoviária na PE-60, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife Reprodução/Google Street View O subtenente foi denunciado por uma mulher de 48 anos, que não terá o nome divulgado. Segundo ela, durante uma abordagem, Luciano Valério a levou para um dormitório dentro do posto policial, fechou a porta, apagou a luz e a obrigou a praticar sexo oral. Ela conta que pediu para ir embora, mas foi impedida, e que temeu que as filhas, que estavam no carro parado na blitz, presenciassem o crime ou também fossem vítimas. No dia seguinte, a mulher trabalhou e, à noite, denunciou o caso na Delegacia da Mulher do Cabo de Santo Agostinho. Lá, por meio de fotografias, a mulher reconheceu o policial como autor do suposto crime. Preso, Luciano Valério negou o crime e disse que apenas conversou com a mulher depois que ela pediu água. Os advogados disseram que a denunciante estava abalada porque o militar havia identificado atrasos em uma multa do veículo, e por isso a conduziu a um local iluminado para beber água. Sêmen em dormitório No local do suposto crime, a perícia encontrou vestígios de sêmen em colchões e material biológico de sete homens diferentes. Parte do material coletado não tinha quantidade suficiente para a obtenção de perfil genético. Luciano Valério se recusou a fornecer material genético de forma direta para as investigações do caso, mas a perícia obteve amostras de materiais do subtenente, que foi coletado de barbeador, sandálias, escova de dentes, cortador de unhas e pulseira de relógio. Mesmo assim, as amostras de sêmen não foram compatíveis ao DNA dele. Além do dormitório, foi coletado material das roupas e partes do corpo da mulher que denunciou o caso. Em quatro amostras, foi encontrado material genético dela e de, ao menos, outra pessoa, mas a quantidade coletada foi insuficiente para comparar com as amostras do acusado. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias