IA avança e pressiona iniciantes: estudo mede impacto da tecnologia nos empregos
Veja os vídeos que estão em alta no g1 A inteligência artificial já começa a ter efeitos mensuráveis sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, segun...
Veja os vídeos que estão em alta no g1 A inteligência artificial já começa a ter efeitos mensuráveis sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, segundo um levantamento do banco Goldman Sachs. De acordo com o estudo, trabalhadores em início de carreira são os mais afetados por essa transformação. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O banco estima que, desde o lançamento do ChatGPT, o avanço da inteligência artificial tenha reduzido o crescimento mensal da folha de pagamento do país em cerca de 16 mil vagas. O estudo também aponta um aumento de 0,1 ponto percentual na taxa de desemprego associado a esse processo. Segundo Elsie Peng, analista do Goldman Sachs, o impacto tem sido mais forte entre profissionais com menos experiência. “Grande parte do custo está recaindo sobre os trabalhadores menos experientes”, escreveu a analista no relatório. Para chegar às conclusões, a equipe do banco criou um sistema de pontuação que mede dois efeitos diferentes da inteligência artificial sobre o emprego: quando a tecnologia substitui trabalhadores e quando ela passa a complementar o trabalho humano. Os dois efeitos da IA no mercado de trabalho Nos casos de substituição, tarefas antes feitas por pessoas passam a ser realizadas por sistemas automatizados. Esse movimento tem sido mais evidente em áreas como atendimento telefônico, análise de sinistros de seguros e cobrança de contas. Nesses setores, o estudo aponta redução do número de empregados e aumento do desemprego. Por outro lado, há situações em que a inteligência artificial atua como ferramenta de apoio, ajudando profissionais a realizar tarefas com mais rapidez ou eficiência. Nesses casos, a tecnologia tende a reforçar a atividade humana em vez de substituí-la. Segundo o levantamento, esse efeito tem contribuído para o crescimento do emprego em áreas como educação, direito e gerenciamento de obras. “Os setores mais expostos ao uso da IA como ferramenta registraram aumento no emprego e leve redução nas taxas de desemprego, o que compensou parte das perdas observadas em outras áreas”, afirmou o banco. O Goldman Sachs também ressalta que o impacto total da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho pode ser menor do que essas estimativas indicam. Isso porque os cálculos não consideram totalmente novos postos ligados ao desenvolvimento da própria tecnologia. Entre esses empregos estão, por exemplo, vagas associadas à construção de centros de dados e ao aumento da demanda por trabalhadores em setores que podem crescer com ganhos de produtividade impulsionados pela IA. Divulgação Professor e alunos utilizando inteligência artificial, ilustrando a nova rotina acadêmica. - Divulgação