Graduação gratuita para cientistas no interior de SP tem alta de 53% em inscritos
Na contramão do Brasil, graduação gratuita para cientistas forma 9 em cada 10 alunos A graduação gratuita para cientistas criada pelo Centro Nacional de Pe...
Na contramão do Brasil, graduação gratuita para cientistas forma 9 em cada 10 alunos A graduação gratuita para cientistas criada pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), registrou alta de 53% no número de candidatos no processo seletivo para o bacharelado em 2026. Neste ano, o total de interessados foi 2.279, frente aos 1.488 inscritos em 2025. Desses, apenas 40 serão selecionados para a graduação, que oferece vale-alimentação, transporte e moradia aos estudantes. A disputa é de 56,9 candidatos por vaga. 🧪 Quem é aprovado na Ilum pode atuar no futuro como pesquisador em instituições públicas e privadas ou trabalhar em diferentes segmentos relacionados à tecnologia. Saiba mais sobre o processo seletivo abaixo. Maioria de escolas públicas O perfil dos candidatos mais recentes segue uma tendência já observada em anos anteriores: seis em cada 10 inscritos (ou 66,6%) neste ano terminaram o ensino médio em escolas públicas. Em 2025, essa porcentagem foi de 61,6%. Quando o assunto é o sexo dos candidatos, os índices também tiveram pouca variação em relação ao processo seletivo anterior. Para ingresso em 2026, foram 51,5% interessados do sexo masculino e 48,5% do feminino. Como é o processo seletivo? Primeiro, o estudante deve manifestar interesse na vaga por meio de um formulário eletrônico. Nesse cadastro, ele deve elaborar um texto explicando por que quer estudar na Ilum; O Ilum acessa as notas do candidato no Enem pelo portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e adiciona automaticamente no sistema; A comissão faz uma pré-seleção de 250 candidatos, chamados para entrevistas individuais; Os 40 melhores são selecionados para a graduação e devem confirmar o interesse na vaga. Estudantes em laboratório da Escola de Ciência Ilum, em Campinas (SP) Estevão Mamédio/g1 Taxa de retenção Na contramão do Brasil, que possui uma taxa de desistência acumulada de 59% na graduação, segundo o Censo da Educação Superior do Inep, o curso de ciência e tecnologia da Ilum forma 9 em cada 10 inscritos. LEIA MAIS: 1ª colocada em curso de ciência em centro nacional que abriga Sirius relata inspiração do pai e sonho de trabalhar com pesquisa 🎓 Dos 40 alunos que ingressaram na primeira turma da faculdade, 34 permaneceram durante os três anos de curso e conquistaram o diploma. Outros dois estudantes, que estavam atrasados, se formaram nos meses seguintes – levando à taxa de evasão de 10%. O que torna o curso diferente? Para Adalberto Fazzio, físico e diretor da Escola de Ciência Ilum, o principal diferencial da graduação é o contato do corpo docente com os alunos. "Os professores aqui fazem pesquisa, mas eles não são avaliados pela pesquisa. Eles são avaliados pelo ensino, como eles se colocam dentro da escola, como eles interagem com os alunos, como são as aulas deles, e eles ficam full time aqui", detalha. Isso, segundo o diretor, ajuda a trazer um senso de pertencimento. “Eles também são protagonistas. Então não é aquele professor que fica lá na frente como mestre falando com seus seus discípulos ou para os seus aprendizes. Essa interação é grande”, explica Fazzio. Para ele, os cursos mais tradicionais de ciências ainda precisam avançar em relação às práticas experimentais e ao uso de inteligência artificial, ambos presentes no dia a dia da Ilum. "Esses meninos não são bobos, não. Eles querem coisas mais modernas, nanomateriais, nanodispositivos, microscopia eletrônica, microscópio de força atômica. E, obviamente, sempre ensinando os fundamentos da ciência, da biologia, da química, da física, matemática", diz. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas