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Ex-detento que cursa medicina em federal no TO está 2 mil km distante da família para concretizar sonho

Ex-detento que cursa medicina em universidade federal no Tocantins palestra para presos Para realizar o sonho de se tornar médico, o ex-detento Wallace William...

Ex-detento que cursa medicina em federal no TO está 2 mil km distante da família para concretizar sonho
Ex-detento que cursa medicina em federal no TO está 2 mil km distante da família para concretizar sonho (Foto: Reprodução)

Ex-detento que cursa medicina em universidade federal no Tocantins palestra para presos Para realizar o sonho de se tornar médico, o ex-detento Wallace William da Costa, de 47 anos, mora a cerca 2.200 quilômetros de distância da família. Ele estuda na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), campus de Araguaína e a esposa e quatro filhas moram em Minas Gerais. Desde que iniciou o curso na UFNT, Wallace mantém contato com a família apenas nos períodos de férias das aulas. Preso por tráfico de drogas em 1997, atuamente ele cursa o 8º período de Medicina e se prepara para iniciar o internato em julho deste ano. Ele pediu para que a cidade onde a família mora não seja divulgado para evitar o preconceito. "Minha maior conquista é minha família, é por elas que eu prezo. É por elas que eu saio de tão longe pra estudar, por elas, e melhorar a vida delas. Tudo que faço, que passo, é por elas", comentou. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp LEIA MAIS Ex-detento que cursa medicina no TO se prepara para o internato: 'Estou ansioso' De ex-presidiário a futuro médico: Quem é o estudante que inspira com trajetória de mudança Ex-detento que cursa medicina em universidade federal no TO faz palestra para presos: 'Mostrar que tem outra saída' Ex-detento está próximo de concluir o curso em medicina Arquivo pessoal/Divulgação Wallace cumpriu quatro anos da condenação em regime fechado. A condição de ex-detento gerou preconceito em Minas Gerais, seu estado natal, o que o levou a se afastar da família em busca de oportunidades em outras regiões. “Me senti desprestigiado, mas não queria voltar para aquele mundo de novo", afirmou. Após deixar o sistema prisional, ele se formou em enfermagem, passou em concursos públicos e, anos depois, retomou o sonho de cursar Medicina. “Infelizmente ainda há alguns preconceitos, inclusive sofro com eles até aqui na própria universidade, de que esse não é o perfil de aluno que a universidade quer”, cometou. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.