Desconfiança de consumidor ajuda a desvendar rede bilionária de sonegação e lavagem de dinheiro
Denúncia de consumidor expõe rede bilionária de fraude ligada ao PCC em SP Em São Paulo, a desconfiança de um consumidor ajudou a polícia a desvendar uma ...
Denúncia de consumidor expõe rede bilionária de fraude ligada ao PCC em SP Em São Paulo, a desconfiança de um consumidor ajudou a polícia a desvendar uma rede bilionária de sonegação e lavagem de dinheiro. Um sobrado no Centro de São Paulo entrou na mira das autoridades depois que um cliente denunciou uma fraude: a nota fiscal de uma compra de R$ 780 tinha um valor quase 30% menor do que ele pagou. A investigação descobriu que a empresa registrada nesse endereço operava um esquema de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. A Knup - aberta por empresários chineses há 20 anos - vende produtos eletrônicos importados pela internet. Segundo a polícia, a fraude era dividida em duas etapas: primeiro, um produto vendido por R$ 100, por exemplo, era declarado como se custasse R$ 30, para que os criminosos pagassem menos imposto; depois, os valores movimentados eram pulverizados por dezenas de empresas de fachada no país. Assim, escapavam da fiscalização. Desconfiança de consumidor ajuda a desvendar rede bilionária de sonegação e lavagem de dinheiro Jornal Nacional/ Reprodução Duas delas estavam em nome de Sebastião Roberto da Silva, um dos alvos da operação desta quinta-feira (12). A polícia afirma que ele é integrante do PCC e já esteve preso por roubo e tráfico de drogas. Em cinco meses, mais de R$ 500 milhões passaram pelas contas controladas por ele, segundo a investigação. Além de Sebastião, a polícia prendeu uma mulher ligada ao grupo. Um terceiro suspeito está foragido. Dezoito pessoas e 14 empresas são investigadas por envolvimento no crime, que, segundo a polícia, movimentou mais de R$ 1 bilhão em sete meses. A Justiça determinou o bloqueio de imóveis de alto padrão e de 36 contas bancárias. A Knup disse que está colaborando com as autoridades e que não teve acesso ao processo. O Jornal Nacional não localizou a defesa de Sebastião Roberto da Silva. LEIA TAMBÉM Operação em SP e SC mira grupo chinês ligado ao PCC por lavar R$ 1 bilhão na venda de eletrônicos De sequestro de avião a chefe do PCC: quem é Gerson Palermo, condenado a 126 anos e hoje foragido