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De saída da SRI para disputar vaga no Senado, Gleisi diz que Olavo Noleto é sucessor 'natural'

Ministros devem deixar cargos para concorrer nas eleições de 2026. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou nesta ...

De saída da SRI para disputar vaga no Senado, Gleisi diz que Olavo Noleto é sucessor 'natural'
De saída da SRI para disputar vaga no Senado, Gleisi diz que Olavo Noleto é sucessor 'natural' (Foto: Reprodução)

Ministros devem deixar cargos para concorrer nas eleições de 2026. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou nesta quarta-feira (28) que Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, é seu "sucessor natural", após a decisão de deixar a pasta para concorrer nas eleições deste ano. Gleisi sairá do ministério em março, em busca de uma vaga no Senado pelo Paraná. Questionada sobre quem assumirá o ministério após a saída dela, e se seria Noleto, Gleisi afirmou que não lhe cabe antecipar essa situação, mas que ele é "o nome natural". "Mas, obviamente quem vai anunciar é o presidente Lula. O presidente acha que quem assume tem que dar sequência ao que nós fizemos até agora. Quem está dentro dos ministérios, em secretarias-executivas pode assumir e completar o trabalho", disse a ministra, em conversa com jornalistas na Esplanada. A Secretaria de Relações Institucionais é um dos ministérios mais estratégicos para o Executivo por ficar responsável pela articulação política do governo. É essa a pasta, entre outras atribuições, que trata diretamente com parlamentares propostas de interesse do governo no Congresso. A intenção de Gleisi – que é deputada licenciada – era concorrer à reeleição à Câmara dos Deputados. Mas, ela confirmou que a mudança foi para atender a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca nomes fortes para concorrer ao Senado. "Em uma conversa com o presidente Lula, e dentro da estratégia de disputa efetiva, ele me chamou para ser candidata a senadora. Aceitei com alegria. Já fui senadora e temos chance de boa campanha. Com isso, me licencio no final de março", afirmou. Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais Ricardo Stuckert/PR Olavo Noleto está atualmente a frente do Conselhão, grupo que reúne ministros, empresários e ativistas que discutem e sugerem ao governo políticas públicas em diferentes áreas. O conselho é vinculado à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (SRI). Antes, Noleto foi secretário-executivo da SRI enquanto Alexandre Padilha era o ministro da pasta. Gleisi Hoffmann está entre o grupo de mais de 20 ministros que deve deixar o governo para serem candidatos nas eleições deste ano. Eleições 2026: ministros devem sair do governo para disputar eleições; veja as pretensões A legislação eleitoral prevê que, para concorrer nas próximas eleições, os ministros precisam sair até seis meses antes das eleições, portanto, até 4 de abril. Mudança na Fazenda Um outro ministro que vai deixar o cargo nos próximos meses é Fernando Haddad, ministro da Fazenda. O desejo de Haddad é de colaborar com a campanha do presidente Lula (PT) e inicialmente ele não pretendia disputar a eleição, mas o presidente já teve duas conversas com o ministro e vai insistir para que ele concorra ao governo de SP. Segundo a colunista do g1, Julia Duailibi, o atual secretário-executivo, Dario Durigan, deve assumir o comando do ministério. Gleisi defendeu que Haddad entre na disputa eleitoral. Segundo ela, "todos têm que entrar em campo" e "vestir a camisa" para impedir que a extrema direita volte a governar o país. "A gente está numa fase histórica de defesa da democracia. Nós não temos o direito de deixar a extrema direita voltar a governar esse país. Esse é o compromisso histórico que esse campo político tem, o campo progressista. E o presidente Lula tem clareza dessa responsabilidade que ele tem", afirmou. "Por isso, acho que numa situação como essa de enfrentamento grande que está em risco um projeto de país pela democracia, todos têm que entrar em campo, todos têm que vestir a camisa e fazer aquilo que melhor sabem fazer na disputa eleitoral. Então, defendo que todos os quadros nossos, inclusive o ministro Haddad, seja candidato no processo eleitoral. Precisamos disso. Precisamos vencer a disputa nos estados da extrema direita e precisamos instalar nossos melhores quadros", prosseguiu a ministra. Ao ser questionada se Haddad sairia para disputar vaga no Senado ou no governo de São Paulo, Gleisi disse que "isso é uma conversa que o ministro está fazendo com o presidente".