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Com estimativa de 60 novos casos de câncer colorretal no AC, colonoscopia ainda enfrenta tabus; conheça exame de prevenção

Com estimativa de 60 novos casos de câncer colorretal no AC, colonoscopia enfrenta tabus Com estimativa de cerca de 60 novos casos de câncer colorretal por an...

Com estimativa de 60 novos casos de câncer colorretal no AC, colonoscopia ainda enfrenta tabus; conheça exame de prevenção
Com estimativa de 60 novos casos de câncer colorretal no AC, colonoscopia ainda enfrenta tabus; conheça exame de prevenção (Foto: Reprodução)

Com estimativa de 60 novos casos de câncer colorretal no AC, colonoscopia enfrenta tabus Com estimativa de cerca de 60 novos casos de câncer colorretal por ano no Acre, a colonoscopia, o principal exame para prevenção da doença, ainda é cercada por medo, constrangimento e desinformação. Apesar de ser considerado o método mais eficaz para detectar precocemente alterações no intestino, o procedimento ainda enfrenta resistência de parte da população por envolver a região anal. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Os dados constam na publicação 'Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil', divulgada em 4 de fevereiro, no Dia Mundial do Câncer. A doença, inclusive, avança cada vez mais entre homens e mulheres jovens. Uma das vítimas recentes foi o ator de Dawson's Creek, James Van Der Beek, aos 48 anos, no último dia 11 de fevereiro, além de Chadwick Boseman, astro do 'Pantera Negra', em agosto de 2020, e Preta Gil, em julho do ano passado. No Acre, o câncer de cólon e reto aparece como o 6º tipo mais incidente, acendendo um alerta para a importância do diagnóstico precoce. LEIA TAMBÉM: Acre registra seis amputações de pênis por câncer em cinco anos, diz pesquisa Acre deve registrar mais de 1,1 mil novos casos de câncer em 2026, diz estudo Outubro Rosa: Acre recebe mais de 20 frascos de remédio para tratamento de câncer de mama pelo SUS Entenda os fatores de risco do câncer colorretal, que avança entre jovens Quais os sintomas e riscos do câncer colorretal, doença que matou Preta Gil Segundo o médico Eliatian Nogueira, pós-graduado em gastroenterologia, um dos principais mitos do exame está relacionado à dor. “O procedimento é realizado com sedação profunda. O paciente não sente dor nem desconforto. Muitas vezes, o receio é maior que a realidade”, explicou ao g1. Os sintomas da doença incluem sangue nas fezes ou sangramento retal, mudanças nos hábitos intestinais, como diarreia, constipação ou fezes afinadas por dias, perda de peso involuntária,e cólicas ou dor abdominal. Outro possível sinal é a anemia sem causa aparente, detectada em exames de sangue. Sangue oculto nas fezes e colonoscopia: como identificar e prevenir o câncer colorretal Exame e prevenção A colonoscopia permite a visualização direta do cólon, parte do intestino grosso com cerca de 1,5 metro de extensão, e do reto. Durante o exame, é possível identificar inflamações, diagnosticar doenças e, principalmente, detectar e remover pólipos, que são lesões pré-malignas. ❗ A retirada imediata desses pólipos é considerada uma forma de prevenção ativa, já que impede que eles evoluam para um tumor. Além disso, o exame possibilita diagnosticar o câncer ainda em estágio inicial, o que aumenta significativamente as chances de cura. A colonoscopia também é indicada para investigar sintomas como sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente, dor abdominal persistente, diarreia frequente ou prisão de ventre crônica. O procedimento ainda auxilia no diagnóstico de doenças inflamatórias intestinais, como Doença de Crohn e retocolite ulcerativa, além de infecções e obstruções. Sangue oculto nas fezes e colonoscopia: como identificar e prevenir o câncer colorretal Adobe Stock Métodos de detecção Ainda de acordo com Eliatian, o exame é feito com sedação profunda, onde o paciente adormece e não sente possíveis desconfortos. Contudo, segundo ele, dois pacientes já foram atendidos sem precisar do método e, consequentemente, sem relatar dores na região. (Veja o vídeo no início da reportagem) A recomendação geral, sendo o especialista, é que o rastreamento de rotina comece a partir dos 45 anos. Já para pessoas com histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos, a orientação é antecipar o exame em 10 anos em relação à idade em que o parente de primeiro grau recebeu o diagnóstico. Para Eliatian, enfrentar o tabu é essencial diante dos números. "O medo do diagnóstico não deve superar a prevenção. A detecção precoce de pólipos salva vidas", reforçou. A localização do tumor, no lado direito, esquerdo ou no reto, influencia sintomas, agressividade e tratamento Science Photo Library/imago images Reveja os telejornais do Acre