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Casal é investigado por manter cerca de 150 gatos em apartamentos de condomínio em Belém

Casal mantém 150 gatos em condomínio no bairro de São Brás, em Belém Um caso de acúmulo de animais em um condomínio residencial no bairro de São Brás, ...

Casal é investigado por manter cerca de 150 gatos em apartamentos de condomínio em Belém
Casal é investigado por manter cerca de 150 gatos em apartamentos de condomínio em Belém (Foto: Reprodução)

Casal mantém 150 gatos em condomínio no bairro de São Brás, em Belém Um caso de acúmulo de animais em um condomínio residencial no bairro de São Brás, em Belém, virou alvo de investigação policial e ação judicial após denúncias envolvendo cerca de 150 gatos mantidos em dois apartamentos por um casal de moradores. Vizinhos relatam mau cheiro intenso, condições insalubres e ameaças violentas atribuídas ao tutor dos animais. Parte dos gatos aparece em fotos publicadas nas redes sociais do próprio tutor. As imagens mostram dezenas de animais sobre camas, dentro de caixas de papelão e amamentando filhotes. Segundo moradores e o síndico do prédio, os animais ocupam dois apartamentos do condomínio há pelo menos quatro anos. “Tem 150 gatos em dois apartamentos. Um que ele vive, que é o 501, tem 30, 40 gatos e o 901 que tem o complemento”, afirmou o síndico Marco Antônio Marques. Ele também relata reclamações constantes de moradores por causa do odor e problemas de saúde associados ao ambiente. Vizinhos afirmam que fezes dos animais chegam às áreas comuns do prédio e dizem conviver com medo após episódios de ameaças e comportamentos violentos. Em um áudio apresentado na reportagem, o morador investigado ameaça “cometer um crime bárbaro” contra um vizinho. Em outro episódio registrado em vídeo, ele quebra o vidro da portaria do condomínio após uma reunião. O caso foi levado à Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal. Uma perícia da Polícia Científica apontou más condições sanitárias nos imóveis e indícios de maus-tratos contra os animais. Segundo denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público do Estado no ano passado, os apartamentos apresentavam marcas de urina nas paredes e portas, fezes espalhadas pelo chão e móveis destruídos pelo excesso de felinos. O documento também apontou a convivência entre gatos saudáveis e animais doentes, alguns com sintomas de esporotricose, doença transmissível para humanos. Síndrome de Noé A denúncia afirma ainda que o casal apresenta sinais de transtorno de acumulação animal, conhecido como Síndrome de Noé, quadro caracterizado pela incapacidade de reconhecer os riscos da superlotação e da falta de condições adequadas para os animais. A médica veterinária Shirlande Alcolumbre afirma que a superpopulação de gatos em ambientes pequenos favorece a disseminação de doenças e provoca sofrimento aos animais. “Não é adequado um confinamento dessa quantidade de gatos, porque eles podem estar em um ambiente com vários tipos de doenças, inclusive zoonoses que podem passar para os seres humanos”, disse. No início deste mês, a Justiça determinou medidas emergenciais, entre elas: castração de todos os gatos; retirada imediata dos animais doentes para tratamento; contratação de empresa especializada para limpeza dos imóveis; apresentação de cronograma de adoção; limitação máxima de 10 gatos por apartamento; e acompanhamento psicossocial do tutor. O condomínio aguarda o cumprimento das medidas judiciais e afirma esperar uma solução que garanta segurança aos moradores e melhores condições para os animais. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará