Buscas em galerias e no rio: como equipes tentam encontrar criança arrastada por enxurrada em MG
Vídeo mostra criança sendo resgatada por vizinho após cair em córrego; outra foi levada Uma força-tarefa formada por Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Pol...
Vídeo mostra criança sendo resgatada por vizinho após cair em córrego; outra foi levada Uma força-tarefa formada por Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e equipes da Prefeitura de Pouso Alegre atua em diferentes frentes nas buscas por um menino de 7 anos que desapareceu na quinta-feira (15) após ser arrastado pela enxurrada durante fortes chuvas na cidade, no Sul de Minas. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo a Polícia Militar, três crianças brincavam dentro de um córrego quando o volume de água aumentou rapidamente. Duas conseguiram sair; uma delas foi resgatada por um vizinho. A cena foi registrada por câmera de segurança. A terceira criança acabou sendo puxada pela correnteza e sugada por uma tubulação de drenagem pluvial. Bombeiros procuram por criança que teria caído em córrego durante chuva em Pouso Alegre, MG Câmera de segurança Buscas no “último ponto visto” De acordo com o Corpo de Bombeiros, o trabalho segue protocolos específicos para ocorrências em cursos d’água. A operação tem início no chamado “último ponto visto”, local onde a vítima foi observada pela última vez antes de desaparecer. “A gente começa a montante, desde o ponto onde tudo iniciou, e segue fazendo o percurso nos locais onde é possível a progressão de um militar”, explicou o major do Corpo de Bombeiros, Acácio Tristão Gouveia, em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo. A partir desse ponto, as equipes realizam varreduras no interior das galerias de águas pluviais. O acesso ocorre por bocas de lobo, poços de visita e grades, permitindo a inspeção dos trechos internos da tubulação. Bombeiros procuram por criança que caiu em córrego durante chuva em Pouso Alegre Guto Moreira/EPTV Buscas subterrâneas Durante as buscas, os militares priorizam os chamados “pontos de interesse”, locais onde há maior chance de a vítima ficar retida dentro da galeria. “São áreas onde existem curvas, joelhos, estreitamentos da tubulação, degraus ou acúmulo de materiais. Tudo isso pode interromper o deslocamento da água e, consequentemente, da vítima”, explicou o major. A identificação desses pontos conta com o apoio da Secretaria de Obras e das equipes responsáveis pela limpeza e manutenção das galerias, que conhecem a estrutura subterrânea da região. Bombeiros procuram por criança que caiu em córrego durante chuva em Pouso Alegre Guto Moreira/EPTV Paralelamente às buscas internas nas galerias, as equipes atuam nas margens e no leito do Ro Mandu. O ponto de referência é a saída da manilha onde a galeria deságua no rio. As buscas no rio são feitas a pé, pelas margens, e com uso de embarcação, quando as condições permitem. No entanto, o nível elevado da água e a baixa visibilidade dificultaram o trabalho em alguns momentos. Por questões de segurança, as atividades precisaram ser interrompidas temporariamente na noite de quinta-feira (15). Segundo os bombeiros, o volume de água nas galerias e a visibilidade reduzida no rio tornavam o trabalho arriscado naquele momento. Condições climáticas Com a diminuição da chuva durante a madrugada, uma guarnição retomou os trabalhos por volta de 0h desta sexta-feira (16), realizando buscas a pé em pontos onde o nível da água havia baixado, conforme informou o Corpo de Bombeiros. Dessa forma, os militares conseguiram avançar cerca de 900 metros — quase um quilômetro — dentro das galerias pluviais, desde o “último ponto visto” até o trecho onde as equipes atuam atualmente. O Corpo de Bombeiros destaca que o trabalho nas galerias exige atenção às condições climáticas, já que chuvas registradas em pontos distantes podem provocar elevação rápida do nível da água. Por isso, as buscas subterrâneas são realizadas apenas por equipes especializadas, com uso de equipamentos de proteção individual e monitoramento contínuo do clima. Chuvas provocam buscas complexas por criança desaparecida em Pouso Alegre Corpo de Bombeiros Por volta das 7h40, as buscas foram oficialmente retomadas em três frentes estratégicas, de acordo com atualização da Prefeitura de Pouso Alegre: Uma equipe do Corpo de Bombeiros atua diretamente no Rio Mandu; Outra frente, formada por bombeiros e servidores da prefeitura, trabalha na região das ruas Comendador José Garcia e João Basílio; A terceira equipe realiza buscas a partir do vertedouro, subindo no sentido da Avenida Vicente Simões e da Rua Comendador José Garcia. Além disso, os trabalhos são coordenados entre equipes que atuam dentro do rio e militares que acessam outras galerias por pontos de vistoria, conhecidos como PVs, que são as tampas de acesso às tubulações. Apoio à família Segundo a Prefeitura de Pouso Alegre, a ocorrência é tratada como prioridade máxima. Participam da força-tarefa o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar. Além das buscas, equipes das Secretarias de Políticas Sociais e de Saúde prestam apoio psicológico e social à família da criança, enquanto a Polícia Militar acompanha os familiares desde o início da ocorrência. Equipes buscam criança que desapareceu em enxurrada em Pouso Alegre Mesmo com o passar das horas, os bombeiros afirmam que nenhuma hipótese é descartada. “As chances vão diminuindo com o tempo, mas a gente sempre trabalha considerando todas as possibilidades”, afirmou o major. Até o momento, três equipes da Companhia Independente de Pouso Alegre seguem empenhadas na operação, sem necessidade de reforço de outros batalhões. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas