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Ativistas acusam governo da Venezuela de mentir sobre o número de presos políticos soltos

ONG de direitos humanos acusa governo da Venezuela de mentir sobre libertação de presos políticos Ativistas de direitos humanos acusaram o governo da Venezue...

Ativistas acusam governo da Venezuela de mentir sobre o número de presos políticos soltos
Ativistas acusam governo da Venezuela de mentir sobre o número de presos políticos soltos (Foto: Reprodução)

ONG de direitos humanos acusa governo da Venezuela de mentir sobre libertação de presos políticos Ativistas de direitos humanos acusaram o governo da Venezuela de mentir sobre o número de presos políticos libertados desde os ataques americanos. Oficialmente, o governo disse que libertou 116 pessoas. Mas o número é contestado pela organização Foro Penal. A ONG declarou que somente 41 presos políticos foram soltos - 24 na madrugada de domingo (11) para segunda-feira (12). Cerca de 700 pessoas seguem presas. Nove dias depois do ataque americano, Caracas tenta voltar à normalidade, enquanto mais detalhes sobre o dia da operação vêm à tona. Uma investigação do jornal The New York Times mostrou que o sistema de defesa russo comprado pelo governo venezuelano não estava funcionando quando o país foi invadido. No Vaticano, a líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, se encontrou nesta segunda-feira (12) com o Papa Leão XIV. Ela voltou a pedir uma transição democrática na Venezuela. Na quinta-feira (15), Maria Corina será recebida pelo presidente americano na Casa Branca. Nesta segunda-feira (12), a porta-voz de Donald Trump disse que a presidente interina da Venezuela Delcy Rodriguez tem cooperado bastante com os Estados Unidos. Na quinta-feira (11), Trump postou em uma rede social uma página adulterada do site Wikipédia que o intitulava "presidente interino da Venezuela". Depois da intervenção militar na Venezuela, o presidente americano parece se sentir mais a vontade pra ameaçar outros países - que agora se apressam a dialogar com ele. É o caso do México por exemplo. A presidente Claudia Sheinbaum disse nesta segunda-feira (12) que conversou com o presidente americano sobre as ameaças que ele fez na semana passada de invadir o México para atacar cartéis de drogas. Segundo ela, Trump descartou uma ação militar. Outro tema de interesse do americano é Cuba. Na quinta-feira (11) à noite, ele repetiu que a ilha caribenha não receberá mais petróleo venezuelano. E disse que o governo cubano tem procurado a Casa Branca atrás de um acordo, antes que seja tarde. O presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, negou. A mira de Trump também foca mais longe – no domingo (11), ele repetiu que quer anexar a Groenlândia - o território autônomo da Dinamarca que, segundo Trump, é essencial para a segurança americana por causa da presença russa e chinesa no Ártico. Nesta segunda-feira (12), o Secretário-Geral da Otan, Mark Rutte, reconheceu que a Groenlândia é importante e disse que a aliança militar vai trabalhar para proteger a região. Resta saber se os Estados Unidos trabalharão com os aliados históricos ou vão agir por conta própria. Ativistas acusam governo da Venezuela de mentir sobre o número de presos políticos soltos Reprodução/TV Globo